Pesquisa que mede o medo do desemprego apura estabilidade em julho

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O Índice de Medo de Desemprego ficou em 81,9 pontos em julho, ligeiramente superior ao índice de março, que ficou em 81,7 pontos. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), responsável pela pesquisa trimestral, a variação aponta estabilidade. O índice é calculado em base cem, ou seja, quanto maior a pontuação, maior o medo dos trabalhadores de perder o emprego. O menor número foi 79,3 pontos, registrado em dezembro de 2010.

O levantamento foi feito com 2.002 pessoas entre os dias 28 e 31 de julho. O estudo apontou que, dos entrevistados, 15,5% estão com muito medo de perder o emprego. Percentual pouco menor que o registrado em março (15,7%). Mas a maioria, 54%, respondeu não recear o desemprego.

Para o economista da CNI Marcelo Azevedo, o aumento no Índice de Medo do Desemprego foi pouco significativo e sinaliza estabilidade em relação a março. No entanto, ele acredita que o índice deve continuar subindo. “Além do índice estar em um patamar muito baixo, as pessoas podem ficar mais sensíveis às repercussões da crise econômica internacional”, disse ele.

Fonte: Agência Brasil

Brasil terá taxa preferencial de crédito em setembro

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O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou hoje (12/08) que o Brasil vai criar uma taxa preferencial de crédito, que a autoridade monetária deve divulgar no próximo Relatório de Estabilidade Financeira, o que ocorrerá em setembro. A taxa será mensal e terá como objetivo estabelecer uma espécie de taxa prime de crédito no Brasil, que será comparada com taxas semelhantes adotadas em outros países. “Com isso, esperamos fomentar mercado de crédito no País”, disse Tombini.

Ao destacar a criação da taxa, Tombini afirmou que o mecanismo visa “fomentar” o mercado de concessão de financiamentos no País, na medida em que procura estabelecer um parâmetro de taxa relativa a financiamentos em relação ao que ocorre em outras nações. A medida pode ser interpretada como um novo mecanismo que o BC quer adotar para estimular a competição entre as instituições que atuam no setor.

Durante o 6.º Seminário sobre Riscos, Estabilidade Financeira e Economia Bancária, realizado pela autoridade monetária na capital paulista, Tombini destacou que o BC não está atento apenas à estabilidade monetária, mas também dedica atenção especial à eficiência do sistema financeiro. “A regulação no Brasil é mais apertada e a supervisão é mais intensa”, comentou, referindo-se ao registrado em outros países. “Temos segurança e acompanhamos com muito critério, para ter certeza que a expansão do crédito ocorra em base segura ao longo dos anos.”

Fonte: Agência Estado

Governo anuncia novo projeto que amplia limites do Simples Nacional

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A presidente Dilma Rousseff assinou na manhã de ontem Mensagem da Presidência da República onde envia novo texto de Projeto de Lei Complementar que altera a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. O anuncio foi feito durante reunião fechada com parlamentares e representantes de entidades, entre eles o presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon, e posteriormente em reunião aberta ao público no Palácio do Planalto.

Na ocasião, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega apresentou as principais mudanças, como o ajuste de R$ 36 mil para R$ 60 mil o teto da receita bruta anual do empreendedor individual. E a elevação do teto de R$ 240 mil para R$ 360, no caso das micro empresas e de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões, para empresas de pequeno porte, o que representa uma elevação de 50%.

Outra medida é o parcelamento da dívida tributária para os empreendedores que estão enquadrados no Simples Nacional, o que até agora não era permitido. O prazo de pagamento será de até 60 meses.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou também que será suspensa a necessidade de declaração anual do Simples Nacional. Para substituí-la, as declarações mensais serão consolidadas pela Receita Federal. “Essa ampliação vai no sentido de abranger um número maior de empresas que estariam agregadas naquele que é o regime tributário mais moderno que nós temos no país”, disse o ministro.

“Desde 2008 que o mundo vive forte problemas econômicos que em alguns momentos se agravam. Em função disso, o nosso governo tem promovido o fortalecimento de vários setores da economia”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao anunciar as mudanças.

Outro ponto negociado entre o governo e parlamentares é a permissão para que micro e pequenas empresas possam exportar sem sair do Programa do Simples Nacional o mesmo valor comercializado no mercado brasileiro,

Para o presidente da Fenacon, o anuncio das medidas representa um grande avanço, e prevê que o sistema precisa ser mais aperfeiçoado. “Considero um grande passo o anuncio dessas mudanças, porém uma grande ausência que senti no texto apresentado foi a não inclusão de todas as atividades no Simples Nacional. Espero que o governo, logo após a após a aprovação desse, também se sensibilize sobre a importância dessa ação”, disse.

Ainda no encontro, foi assinado pela presidente outra mensagem que envia pedido de urgência para aprovação do Projeto de Lei n º 865/11, que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, órgão com status de ministério.

Fonte: Fenacon

Receita Federal prepara ‘malha fina’ para pequenas e médias empresas

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A Secretaria da Receita Federal prepara uma ofensiva na fiscalização de pequenas e médias empresas por meio do cruzamento de todos os dados declarados pelas companhias, transformando o processo de fiscalização em um verdadeiro “big brother tributário”.

Segundo o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Caio Marcos Cândido, um novo sistema de malha fina para as pequenas e médias empresas deverá estar funcionando a pleno vapor em 2013, cruzando os dados de todas as declarações prestadas, além de informações obtidas por meio da nota fiscal eletrônica e da escrituração digital.

“Nossa ideia é implementar a primeira fase no ano que vem. Vamos organizar o sistema, começar a colocar lá as informações. Mas os cruzamentos de dados devem começar somente em 2013″, disse Caio Marcos. Para as grandes empresas do país, que já têm um acompanhamento especial por parte do Fisco, não haverá grandes mudanças.

Quando esse cruzamento de dados começar a acontecer, o Fisco pretende disponibilizar um serviço de autorregularização para as empresas, semelhante ao que já é liberado para as pessoas físicas. Por meio desta autorregularização, as empresas poderão quitar seus débitos com o Fisco, antes de a multa de ofício ser lançada, pela internet.

De acordo com o coordenador geral de fiscalização da Receita, Antônio Zomer, o projeto é ousado. A meta é, pelo menos, multiplicar por sete a fiscalização das pessoas jurídicas efetuada por meio de sistemas, as chamadas malhas fiscais, que operam sem a intervenção humana.

Atualmente, a revisão das declarações das pessoas jurídicas somam cerca de 3,5 mil por ano, segundo informações da Receita Federal. A meta é chegar, com o novo sistema, a uma fiscalização de 25 a 30 mil empresas anualmente. A fiscalização, segundo ele, também englobará os valores pagos ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Para Welinton Mota, diretor tributário da Confirp Contabilidade, tudo caminha para que o pagamento de tributos pelas empresas no Brasil se transforme em um “big brother tributário”. “A tendência é que as médias empresas sejam fiscalizadas mais de perto por este software inteligente, esse big brother tributário. Chega uma hora que não tem escapatória. A Receita vai ter as informações nas mãos”, disse ele.

Mota lembrou que o Fisco já vem investindo em tecnologia de fiscalização nos últimos anos, por meio da nota fiscal eletrônica e da escrituração digital, e avaliou que é uma questão de tempo até o órgão organizar um programa que cruze todas estas informações das empresas de forma mais ágil.

“As informações já estão dentro dos computadores do Fisco. Das compras, talvez 90%, também é por nota fiscal eletrônica. Tudo que está comprando ou vendendo, eles sabem item por item. As vezes, têm vendas canceladas, devoluções, e tem de informar nos livros digitais. Daqui a pouco, não tem informação nenhuma que a gente vai esconder do Fisco”, concluiu Mota, da Confirp Contabilidade.

Fonte: G1

EUA podem demorar quase 10 anos para recuperar qualificação de AAA, diz S&P

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Nova York, 8 ago (EFE).- Pela primeira vez na história, a agência Standard & Poor’s rebaixou os papéis da dívida americana de AAA para AA+, enquanto os especialistas acreditam que os Estados Unidos devem demorar quase 10 anos para recuperar a confiança da economia se as lições do passado se repetirem.

Nenhum país cuja qualificação máxima tenha sido rebaixada pela agência conseguiu recuperá-la em menos de nove anos, lembrou o diretor-chefe da S&P, John Chambers durante uma entrevista coletiva, que de qualquer modo ressaltou que “cada país tem seu próprio tempo, e não estamos sugerindo nenhum prazo”.

Austrália, Canadá, Dinamarca, Finlândia e Suécia conseguiram nos últimos anos reconquistar a confiança e honrar suas dívidas, mas todos eles demoraram em média 10 anos e a base de “reformas tributárias substanciais durante um longo período”, explicou Chambers.

O caminho para a recuperação do triplo A, que indica máxima solvência, foi conquistado nessas nações “não somente com reformas tributárias, mas também econômicas”, disse. Além disso, outros países, como França e Reino Unido, conseguiram manter suas notas graças a “políticas fiscais bem projetadas”, como o aumento da idade de aposentadoria no primeiro, explicou Chambers.

Entretanto, os diretores da agência de qualificação, a única que por enquanto se atreveu a degradar a nota da primeira potência mundial, não parecem estar muito convencidos que os políticos dos Estados Unidos possam levantar posições em matéria de política fiscal para que o país recupere o AAA.

Em nota, a S&P disse que o rebaixamento reflete a opinião de que o pacote de medidas fiscais aprovado na semana passada pelo Congresso americano não é suficiente para estabilizar a dinâmica do débito do governo a médio prazo.

Assim, a agência sugere que a qualificação dos Estados Unidos se encontra agora em perspectiva “negativa”, o que supõe que a S&P poderia aplicar um novo rebaixamento entre os próximos seis e 24 meses e a probabilidade que isso aconteça é de 33%, garantiram os diretores da agência.

De qualquer modo, Standard & Poor’s também assegurou que, se o pacote de medidas fiscais for aplicado em sua totalidade, a perspectiva da nota do país poderia elevar-se de “negativa” para “estável”.

Embora as dúvidas sobre a capacidade de recuperação econômica americana tenham se intensificado nas últimas semanas, a decisão da Standard & Poor’s esteve principalmente motivada pelo desacordo político que deixou o país à beira da moratória na semana passada.

Em 1º de agosto, quando o Departamento do Tesouro tinha advertido que ficaria sem fundos para enfrentar seus pagamentos, o Congresso aprovou “na última hora” um pacto bipartidário para elevar o limite de endividamento do país, que até então estava fixado em US$ 14,29 trilhões.

Esse plano, que envolve cortes iniciais de US$ 1 trilhão na próxima década, não convence os especialistas da Standard & Poor’s, que acreditam que não é suficiente para estabilizar as contas públicas americanos.

A decisão da agência de qualificação despertou uma grande rejeição no Governo nos Estados Unidos e o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, declarou no domingo que S&P demonstrou “um critério verdadeiramente terrível”.

Perante as críticas, os especialistas da agência asseguraram nesta segunda-feira estar “muito orgulhosos” de sua história qualificadora e pediram para quem duvidasse de seus métodos de medição de risco que estudasse os critérios de análise aplicados em suas decisões.

Agora todos os olhares estão voltados para as outras duas principais agências de qualificação, Moody’s e Fitch, que na semana passada decidiram manter a “AAA” da dívida soberana americana, embora a primeira delas advertisse que pode rebaixar essa nota antes de 2013 se não forem aplicadas novas medidas para reduzir o deficit público.

Perante esse panorama, o nervosismo entre os investidores é visível enquanto em direção à média sessão desta segunda-feira os três principais índices de Wall Street caíram três pontos percentuais.

Fonte: Uol

Atuação no exterior promove crescimento de empresas brasileiras

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Internacionalizar pode ser opção para baratear custos, difundir marcas e gerar parcerias lucrativas

Nos últimos anos, grande parte das empresas nacionais passaram a investir em um processo crescente de inserção de negócios em outros países.

De acordo com um estudo divulgado em junho deste ano pel Fundação Dom Cabral, em 2010 os investimentos diretos de empresas brasileiras no exterior alcançaram a marca de US$ 11 bilhões, recuperando a queda ocorrida em 2009, proveniente da crise financeira mundial. Além disso, no mesmo ano as 20 empresas mais internacionalizadas do país tiveram mais de um terço de seus ativos totais no exterior.

Para José Augusto de Castro, administrador de empresas e presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, mais do que uma estratégia de mercado ou um desejo de crescimento, as empresas nacionais têm visto na internacionalização uma forma de fuga de capital. “É o jeito que elas têm encontrado para diluir riscos. Com o Real valorizado, o produto brasileiro está muito caro e as empresas estão indo para o exterior ou para produzir e exportar de volta para cá ou para atender os clientes de lá a partir da filial”, afirma.

Para ele, ao contrário do que muitos pensam, a internacionalização não é prejudicial ao desenvolvimento econômico interno. “A expansão dos negócios no exterior faz com que a empresa se fortaleça como um todo. A Coca-Cola, por exemplo, se internacionalizou para ir ao encontro de seu mercado consumidor e divulgar sua marca para outros países. Se você fica restrito ao seu mercado, pode correr o risco de ficar escondido do mundo, ao passo que lá fora essas empresas geram lucros e acabam entrando como dividendos para o Brasil”, diz.

Um exemplo de empresa brasileira que conta com grande parcela de suas atividades no exterior é a Brasil Foods, criada a partir da fusão das alimentícias Sadia, que já atuava na América Latina, Europa e Ásia, com a Perdigão, que já contava com uma ampla rede de negócios internacionais e exportava desde a década de 70 para a Arábia Saudita. Juntas, elas estão espalhadas em 20 países pelo mundo e contam com 60 unidades industriais brasileiras.

Para uma empresa que ainda não se internacionalizou é fundamental buscar informações de mercado do país em que se pretende ingressar, principalmente sobre possíveis acordos bilaterais ou multilaterais, que podem favorecer os negócios no futuro. Além disso, é preciso pesquisar sobre as leis locais em relação à transferência de lucros e dividendos.

Joint-ventures como a parceria Sadia-Perdigão, franquias e licenciamentos são algumas das formas que as empresas nacionais procuram para expandir seus negócios em terras estrangeiras. No caso de micros e pequenas empresas, a exportação direta ou indireta é a forma mais comum e segura para se ganhar espaço no mercado internacional.

O último levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostra que mais de 22 mil empresas nacionais exportaram produtos em 2009, sendo que metade eram MPE’s, atuantes, principalmente, na América Latina.

Para Jaime Kochi, consultor do Sebrae-SP, apesar dos subsídios oferecidos pelo governo para estimular a exportação, esse número poderia ser bem maior. “Infelizmente ainda não se tem uma cultura de exportação no Brasil. Por isso, antes de ingressar no mercado externo é necessário que o micro e pequeno empresário brasileiro tenha grande mudança de mentalidade e procure entender ao máximo esse novo passo. Se aventurar em um cenário desconhecido é muito arriscado, e só uma inserção bem planejada no exterior pode trazer vantagens”, alerta.

O micro e pequeno empresário que deseja iniciar um processo de internacionalização da empresa, pode contar com o Sebrae, que possui um Programa de Internacionalização da Micro e Pequena Empresa, com o intuito de incentivar a exportação, a importação e a consolidação de parcerias entre empresas do Brasil e exterior.

Para saber mais sobre o assunto, conheça o site BrasilGlobalNet, uma ferramenta de apoio mantida pelo governo federal, que oferece conteúdo dedicado às empresas brasileiras que planejam se lançar no mercado externo.

Fonte: Portal HSM