
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Companhia dos Números - Contabilidade em Brasília, DF &#187; Artigos</title>
	<atom:link href="http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.ciadosnumeros.com.br</link>
	<description>A Companhia dos Números é uma contabilidade em Brasília, fundada com o propósito de apoiar empreendedores de forma descomplicada, moderna e agradável, atua diretamente no desenvolvimento de seu negócio.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 22 Feb 2012 18:41:24 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
<xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" />
		<item>
		<title>Atenção para a saúde financeira da empresa</title>
		<link>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/atencao-para-a-saude-financeira-da-empresa/</link>
		<comments>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/atencao-para-a-saude-financeira-da-empresa/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 19:40:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[contabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[empresa]]></category>
		<category><![CDATA[saúde financeira]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ciadosnumeros.com.br/?p=532</guid>
		<description><![CDATA[Conhecer a situação econômico-financeira da empresa é condição fundamental para o administrador que quer ver seus negócios crescerem. Isto porque as informações contábeis são pré-requisitos estratégicos para a tomada de decisões gerenciais. Sempre que a empresa compra matéria-prima, contrata um empregado, paga um fornecedor ou suas contas de água, luz e telefone, ela está efetuando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conhecer a situação econômico-financeira da empresa é condição fundamental para o administrador que quer ver seus negócios crescerem. Isto porque as informações contábeis são pré-requisitos estratégicos para a tomada de decisões gerenciais.</p>
<p>Sempre que a empresa compra matéria-prima, contrata um empregado, paga um fornecedor ou suas contas de água, luz e telefone, ela está efetuando gastos. Por meio do acompanhamento contábil, a empresa gera informações importantes sobre o negócio e a respeito de seus custos e despesas.</p>
<p>A contabilidade também serve para orientar o registro das transações da empresa – o que ela compra e usa na fabricação dos seus produtos, o que ela vende para o mercado consumidor, o que ela estoca nos seus armazéns, o que ela paga aos seus empregados, o que ela distribui de lucros para seus donos etc.</p>
<p>Fonte: SEBRAE</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/atencao-para-a-saude-financeira-da-empresa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Carga tributária aumenta a informalidade no trabalho</title>
		<link>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/carga-tributaria-aumenta-a-informalidade-no-trabalho/</link>
		<comments>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/carga-tributaria-aumenta-a-informalidade-no-trabalho/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 16:02:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[carga tributária]]></category>
		<category><![CDATA[informalidade no trabalho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ciadosnumeros.com.br/?p=529</guid>
		<description><![CDATA[PEDRO GROSSI Um empregado que tem, na carteira de trabalho, um salário de R$ 1.000 recebe, líquido, R$ 840. Já o empregador desembolsa R$ 1.439,50 para pagar esse salário. Somados os impostos pagos pelo empregador e pelo empregado, o governo arrecada R$ 599,5,ou 59,95% do valor do salário, sempre que esse empregado é remunerado. &#8220;É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PEDRO GROSSI</p>
<p>Um empregado que tem, na carteira de trabalho, um salário de R$ 1.000 recebe, líquido, R$ 840. Já o empregador desembolsa R$ 1.439,50 para pagar esse salário. Somados os impostos pagos pelo empregador e pelo empregado, o governo arrecada R$ 599,5,ou 59,95% do valor do salário, sempre que esse empregado é remunerado.</p>
<p>&#8220;É um convite à informalidade. Para tentar escapar da alta carga tributária, as empresas usam alguns artifícios, como contratar funcionários como pessoa jurídica, com tributos menores&#8221;, explica a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Letícia do Amaral.</p>
<p>Segundo levantamento da entidade, a carga tributária para o empregador na folha de pagamento é de 43,95%. Empresas que tentam driblar essa tributação e contratam funcionários informalmente acabam sendo autuadas pela Receita Federal. &#8220;A Receita alega que a contratação como pessoa jurídica, prática conhecida como PJ, não caracteriza contribuição efetiva de terceiros e nem é prestação temporária de serviços&#8221;, diz.</p>
<p>Mesmo assim, a prática cresce. O engenheiro de projeto Vítor Palhares (nome fictício) trabalha nesse sistema há seis anos. &#8220;A empresa me paga um salário maior e gasta menos&#8221;, diz. De acordo com ele, esse é o caminho encontrado para remunerar melhor, principalmente o profissional mais experiente. &#8220;Quem tem mais de dez anos de mercado não encontra um salário compatível com a experiência no regime CLT&#8221;, diz.</p>
<p>Além dos tributos cobrados diretamente na folha de pagamento, as empresas têm outros custos relacionados ao pagamento de impostos. O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e presidente do Conselho de Administração do grupo Asamar, Sérgio Cavalieri, estima um custo extra de 5% só para manter uma estrutura administrativa capaz de acompanhar toda a burocracia tributária das empresas do grupo. &#8220;É algo inimaginável em qualquer outro país. Preciso manter funcionários burocratas só para acompanhar as alterações tributárias e jurídicas do sistema brasileiro, que é um emaranhado complexo. É um dinheiro que poderia ser usado na produção ou na inovação&#8221;, reclama.</p>
<p>O advogado especializado em direito empresarial Frederico Campos lembra que o desconhecimento da lei não isenta empresas de punição. &#8220;Isso deixa a situação bastante delicada para empresas menores, já que poucas fazem planejamento tributário&#8221;. (Com Ana Paula Pedrosa)</p>
<p><strong>Simples</strong></p>
<p><strong>Empresas &#8220;evitam&#8221; receita maior</strong></p>
<p>Empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões têm o direito de optar pelo Simples  sistema de tributação que estipula um percentual único de tributo de acordo com a faixa de faturamento da empresa. &#8220;Medida que merece todos os aplausos&#8221;, diz o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), José Carlos Oliveira de Carvalho.</p>
<p>O professor lembra, no entanto, que o problema começa quando a empresa cresce e ultrapassa esse teto de arrecadação. A partir daí, deve optar por algum regime de tributação: ou o que leva em conta o lucro presumido ou o que leva em conta o lucro real.</p>
<p>Uma escolha errada feita nessa fase de crescimento pode determinar o futuro do empreendimento, e o que era um negócio promissor pode se tornar extremamente deficitário. &#8220;Sem um especialista tributário, a empresa pode colocar tudo a perder&#8221;, resume o professor. (PG)</p>
<p><strong>Simulação mostra as diferenças</strong></p>
<p>Imaginando uma empresa prestadora de serviços que fatura anualmente R$ 100, o professor da FGV José Carlos de Carvalho simulou como seriam cobrados os impostos.</p>
<p>Por lucro presumido, a empresa pagaria Imposto de Renda de 15% sobre uma base de cálculo de 32% (estipulado por lei). O total seria de R$ 4,8 ao ano.</p>
<p>Por lucro real, imaginando uma receita de R$ 100 e despesas de R$ 30, o Imposto de Renda, de 15%, daria um total de R$ 10,5. Nesta opção, o tributo seria mais de duas vezes maior.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/carga-tributaria-aumenta-a-informalidade-no-trabalho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Formalização é saída para ganhar mercado</title>
		<link>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/formalizacao-e-saida-para-ganhar-mercado/</link>
		<comments>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/formalizacao-e-saida-para-ganhar-mercado/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 19:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedor individual]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[formalização]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ciadosnumeros.com.br/?p=519</guid>
		<description><![CDATA[Com nota fiscal, empreendedores individuais se transformam em fornecedores regulares para outras empresas Clarisse de Freitas O hobby, o passatempo e o complemento de renda podem ter potencial para impulsionar uma nova empresa. A cada ano, aumenta o número de pessoas que chegam a essa conclusão no Brasil, e os incentivos à formalização de microempreendedores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Com nota fiscal, empreendedores individuais se transformam em fornecedores regulares para outras empresas</strong></p>
<p>Clarisse de Freitas</p>
<div id="&quot;texto_noticias3&quot;">
<p>O hobby, o passatempo e o complemento de renda podem ter potencial para impulsionar uma nova empresa. A cada ano, aumenta o número de pessoas que chegam a essa conclusão no Brasil, e os incentivos à formalização de microempreendedores individuais têm acelerado o acesso dessas pessoas ao mercado &#8211; com a possibilidade de dar nota fiscal, muitos se transformam em fornecedores para empresas maiores e acabam pegando carona no crescimento econômico.</p>
<p>São empreendedores que repetem o trajeto que Fátima dos Santos começou há mais de dez anos. No início dos anos 1990, ela era bancária em Novo Hamburgo e dedicava suas horas vagas ao tricô e ao crochê, que vendia para os colegas. “Até que um dia ela disse que iria comprar um futuro para a gente”, lembra Paulo Ricardo de Mello, marido e sócio de Fátima. Ele conta que a então namorada decidiu voltar para sua terra natal, Santo Antônio da Patrulha, e adquirir uma máquina de fazer tricô. “Aprendemos juntos a usar o equipamento e eu, que trabalhava com pecuária, acabei dominando as agulhas. Formalizamos o negócio e logo começamos a crescer”, descreve.</p>
<p>Há 11 anos, a empresa começou sua parceria com a loja de roupas infantis Barriga Verde. Cinco anos depois, a rede de varejo foi comprada pela Estrela Franquias, que propôs exclusividade a Fátima. Agora, a marca dela, Pafamas, é vendida nas 74 lojas Barriga Verde e Clube do Dino, que formam uma das maiores redes especializadas em enxovais do Brasil. “A qualidade dos nossos produtos alavancou as nossas vendas ao longo do tempo e, no ano passado, abrimos uma segunda fábrica, em Araranguá (Santa Catarina), para produzir peças em tecido. Mantemos a produção de tricô em Santo Antônio da Patrulha. Hoje já temos cerca de 30 funcionários e, claro, a parceria com a Barriga Verde foi muito importante para o nosso crescimento”, avalia Mello.</p>
<p>Para Fabiana Estrela, diretora-geral da empresa franqueadora, a aposta em fornecedores de micro e pequeno porte é estratégica. “Nossa relação com fornecedores é semelhante à que temos com os franqueados, clientes e colaboradores. Procura desenvolver um ambiente em que todos ganhem”, diz ela, que cultiva na parceria com as micro e pequenas indústrias o engajamento necessário para sustentar o crescimento da rede. “Eles compartilham nosso planejamento estratégico e desenvolvem produtos específicos para atender às nossas necessidades. Crescemos juntos”, afirma.</p>
<p>Exatamente o modelo de parceria que a artesã Vanessa Bonatto, de Canoas, estabeleceu com lojas de decoração e utilidades domésticas do Canoas Shopping. A administradora de empresas descobriu no artesanato fino a satisfação que já não encontrava em seu cargo de servidora pública da área da saúde. “Comecei em 2008 e só dois anos depois decidi formalizar o negócio e apostar no empreendimento. Hoje faço peças utilitárias, como vasos e abajures, de acabamento requintado que tem boa aceitação pelo mercado consumidor”, afirma ela que, para atender à demanda, já estabeleceu parcerias com outros artesãos da cidade.</p>
<p>Vanessa avalia que os acordos de fornecimento regular para o varejo dão ao empreendedor individual a estabilidade necessária para organizar o negócio como atividade principal. “Acredito que não dá para crescer sozinha. Por isso busco parcerias com outras empresas da região, que me fornecem a matéria-prima, e com outros artesãos, que me ajudam a atender o volume de encomendas. Com a formalização, não é só o microempreendedor que ganha”, diz.</p>
<p>“Mais que a chance de vender fácil tudo o que a gente consegue produzir, a formalização é importante para que tenhamos garantias”, acrescenta a confeiteira Franciele Neris, de Bento Gonçalves. Ela deixou o emprego em um supermercado para se dedicar à produção caseira de biscoitos e salgadinhos. “Faço cerca de 100 pacotes de biscoito por semana, que são vendidos em três supermercados da cidade. Não tenho mais clientes porque não consigo produzir mais. Ter me tornado uma microempreendedora individual foi uma excelente opção de formalização, abriu mercado para os meus produtos e, principalmente, me tirou o peso da consciência. Antes eu tinha a sensação de que estava perdendo tempo, que todo o trabalho não contaria para a minha aposentadoria ou se eu precisasse parar de trabalhar, caso adoecesse”, disse ela.</p>
<p><strong>Empreendedores buscam oportunidades na Capital</strong></p>
<p>Somente em Porto Alegre, mais de 7 mil empreendedores foram formalizados ao longo do ano passado. Muitos deles aproveitaram as facilidades da Linha da Pequena Empresa, um ônibus especial mantido pelo órgão em parceria com a prefeitura, que a cada semana visita um bairro diferente.</p>
<p>“Todo o atendimento dado pelo Sebrae, seja na Linha da Pequena Empresa, seja em nossas unidades, é gratuito quando se trata de auxílio à formalização. Também oferecemos inúmeros treinamentos para os novos empresários e, em sua maioria, esses cursos são gratuitos”, aponta o presidente Sebrae-RS, Vitor Koch, ao listar entre os treinamentos essenciais ao microempreendedor individual aqueles voltados à gestão, como fluxo de caixa, estruturação do plano de negócios e a previsão de riscos.</p>
<p>Ele explica que, uma vez formalizado, o empreendedor pode assumir contratos de fornecimento para outras empresas e para o próprio governo. Mais de 420 cidades no Rio Grande do Sul já regulamentaram a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e, com isso, dão preferência às MPEs nas compras públicas. O governo do Estado também dá tratamento diferenciado, através do Programa Fornecer. “Os custos de formalização são muito baixos e, no caso dos microempreendedores individuais, as alíquotas de impostos também são bastante reduzidas. O fato de dar acesso à seguridade social e à previdência já faz valer a pena.</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/formalizacao-e-saida-para-ganhar-mercado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>É possível estender efeitos de falência a empresas sem vínculos societários diretos</title>
		<link>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/e-possivel-estender-efeitos-de-falencia-a-empresas-sem-vinculos-societarios-diretos/</link>
		<comments>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/e-possivel-estender-efeitos-de-falencia-a-empresas-sem-vinculos-societarios-diretos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 16:39:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[pretoforte]]></category>
		<category><![CDATA[superior tribunal de justica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ciadosnumeros.com.br/?p=514</guid>
		<description><![CDATA[Superior Tribunal de Justiça O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou a possibilidade de extensão dos efeitos da falência da Petroforte a empresas e pessoas físicas sem vínculos societários diretos. A Terceira Turma concluiu pela legalidade da decisão de primeiro grau, que se baseou na suspeita de realização de operações societárias para desvio de patrimônio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Superior Tribunal de Justiça</strong></p>
<div>O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou a possibilidade de extensão dos efeitos da falência da Petroforte a empresas e pessoas físicas sem vínculos societários diretos. A Terceira Turma concluiu pela legalidade da decisão de primeiro grau, que se baseou na suspeita de realização de operações societárias para desvio de patrimônio da falida nos anos anteriores à quebra, inclusive com a constituição de sociedades empresariais conjuntas para esse fim.</p>
<p>No recurso, uma das empresas – a Kiaparack Participações e Serviços Ltda. – protestava por não ter sido previamente intimada, citada ou ouvida em processo autônomo, o que, para ela, implicaria cerceamento de defesa. No entanto, a relatora, ministra Nancy Andrighi, não viu violação a qualquer direito da empresa. Pelo contrário, reconheceu a validade da utilização da técnica da desconsideração da personalidade jurídica para coibir a fraude e atingir o patrimônio de todos os envolvidos.</p>
<p>“Para modernas lesões, promovidas com base em novos instrumentos societários, são necessárias soluções também modernas e inovadoras”, afirmou Andrighi. A ministra entende que a desconsideração da personalidade jurídica tem de se encontrar “em constante evolução para acompanhar todas as mutações do tecido social e coibir, de maneira eficaz, todas as novas formas de fraude mediante abuso da personalidade jurídica”.</p>
<p><strong>Desvio de bens</strong></p>
<p>No recurso analisado, a Kiaparack teria participado da sequência de negócios jurídicos de arrendamento e compra e venda celebrados com a intenção de desviar uma valiosa usina dos bens da Petroforte – a Sobar S/A Álcool e Derivados. Dois grupos econômicos (Grupo Petroforte e Grupo Rural) teriam se unido com o propósito comum de desviar o patrimônio da empresa em situação pré-falimentar, em prejuízo da massa de credores.</p>
<p>O pedido de desconsideração da personalidade jurídica e de extensão dos efeitos da falência foi feito em 2007 pelo síndico da massa falida da Petroforte. A lista relaciona 11 empresas e nove pessoas físicas. Todos, de acordo com o requerimento, teriam participado de diversas operações realizadas com o intuito de desviar bens da massa falida.</p>
<p>A mesma controvérsia já havia sido analisada pela Terceira Turma em agosto de 2011, no julgamento de quatro recursos especiais (REsp 1.259.018, REsp 1.211.823, REsp 1.259.020 e REsp 1.266.666). Em um deles, argumentava-se que, em agosto de 2008, eram 243 empresas e 76 pessoas físicas a quem a falência havia sido estendida.</p>
<p><strong>Vínculo</strong></p>
<p>Quanto à dispensa de ação autônoma para a extensão da quebra, a ministra observou que se trata de medida possível quando forem empresas coligadas, conforme jurisprudência do STJ. E, no caso concreto, a caracterização da coligação das empresas é uma questão fática reconhecida pelas instâncias ordinárias, o que não pode ser revisto na análise do recurso especial.</p>
<p>De todo modo, a relatora afirmou que, na prática, independentemente de um percentual fixo do capital para que seja automaticamente caracterizada a coligação, o seu conceito está muito mais ligado a atitudes efetivas que “caracterizem a influência de uma sociedade sobre a outra”, especialmente nas decisões políticas, financeiras ou operacionais da outra, ainda que sem controlá-la. “Em muitas situações, até mesmo o controle societário é passível de ser exercitado sem que o controlador detenha a maioria do capital social”, disse a ministra.</p>
<p>No Brasil, os grupos econômicos são reconhecidos segundo o modelo contratual – o grupo se forma mediante acordo expresso de vontades –, o que significa dizer que sua caracterização é jurídica, não meramente fática. Ainda assim, a ministra Andrighi adverte que não é possível ignorar a existência de sociedades que, de fato, estão articulando seus esforços na realização de seus respectivos objetivos sociais sem o atendimento de formalidades.</p>
<p>Assim, analisando a cadeia societária descrita no processo, a ministra verificou a existência de influência recíproca dos grupos societários Rural e Petroforte um sobre o outro, com ativa participação da Kiaparack na cadeia de negócios tida como fraudulenta pelas instâncias ordinárias.</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/e-possivel-estender-efeitos-de-falencia-a-empresas-sem-vinculos-societarios-diretos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>10 frases que os empreendedores não devem dizer</title>
		<link>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/10-frases-que-os-empreendedores-nao-devem-dizer/</link>
		<comments>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/10-frases-que-os-empreendedores-nao-devem-dizer/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 16:02:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedor]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedores]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ciadosnumeros.com.br/?p=509</guid>
		<description><![CDATA[Quase todos os empreendedores adoram falar sobre as suas empresas. Contam para amigos, parentes, clientes ou conhecidos como a ideia do negócio surgiu, por que vale a pena apostar neste mercado, quais são seus desafios e por aí vai. Em algumas situações, no entanto, ele precisa saber resumir o mais importante em poucos minutos, como em apresentações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase todos os <strong>empreendedores</strong> adoram falar sobre as suas empresas. Contam para amigos, parentes, clientes ou conhecidos como a <strong>ideia do negócio</strong> surgiu, por que vale a pena apostar neste mercado, quais são seus desafios e por aí vai.</p>
<p>Em algumas situações, no entanto, ele precisa saber resumir o mais importante em poucos minutos, como em apresentações para <strong>investidores</strong>, o chamado pitch. Neste momento, além de clareza e credibilidade, o empreendedor deve convencer o seu interlocutor.</p>
<p>Aparentar desorganização ou mentir são os piores erros possíveis nesta hora. “O principal ponto é falar a verdade do negócio. É muito fácil na hora das perguntas descobrir o que não é verdadeiro”, explica Juliano Seabra, diretor de educação e pesquisa da Endeavor, instituição que apoia empresas de alto crescimento. Veja outras frases que devem ser evitadas na hora de falar sobre o seu negócio, principalmente com possíveis investidores.</p>
<h2>1. “Meu produto é tão inovador que não tem concorrentes”</h2>
<p>Ao invés de pensar que seu produto é realmente uma inovação, o investidor vai achar que você não observou bem o mercado. “A concorrência sempre existe. Ou ele não fez a pesquisa bem feita ou ele tem uma visão muito restrita”, explica Cassio Spina, investidor-anjo e fundador da Anjos do Brasil.</p>
<h2>2. “Só preciso de 1% de market share para ter sucesso”</h2>
<p>Para os especialistas, uma empresa com tão pouca participação de mercado tende a ficar invisível e perder o sentido. “O empreendedor não pode ser ingênuo nas projeções. É muito comum que falem do negócio de uma perspectiva ingênua porque não olharam o mercado e partem de crenças que não param de pé”, diz Seabra. “Provavelmente, ele não entendeu qual é o seu mercado”, reforça Spina.</p>
<h2>3. “Meu negócio não tem risco”</h2>
<p>Não existem negócios sem risco. “Ainda mais entre startups que têm riscos inúmeros. Essa frase compromete muito a visão do empreender”, diz Spina. Fique atento a quais são os riscos e saiba explicá-los sem medo.</p>
<h2>4. “Trabalho com projeções conservadoras”</h2>
<p>Os empreendedores muito apaixonados pelo negócio tendem a ficar cegos. Por isso, ouvir a opinião das pessoas é importante para colocar os pés no chão e não se iludir. “Não coloque qualquer dado na sua apresentação. Hoje, está todo mundo conectado e é fácil checar na hora”, ressalta Seabra. Além disso, dizer que projeções são conservadoras pode parecer uma armadilha. “Ele mesmo acha isso ou está querendo convencer a audiência”, questiona Spina.</p>
<h2>5. “Eu fiz, eu produzo, eu consigo&#8230;”</h2>
<p>Eu, eu, eu, eu. Um dos fatores mais valorizados nas empresas pequenas é a capacidade do dono em liderar uma equipe. Se ele assume sozinho todos os méritos, fica parecendo que não está disposto a dividir. “É preciso mostrar que consegue trazer outras pessoas para o barco”, diz Seabra. Para o fundador da Anjos do Brasil, muito mais do que fazer, o empresário deve saber delegar e compartilhar méritos.</p>
<h2>6. “Você está dizendo uma bobagem”</h2>
<p>Um dos maiores erros que um empreendedor pode cometer é discutir com o interlocutor e não aceitar críticas e sugestões. “Acho que tem que defender o ponto de vista e argumentar. Mas, ouvir o mercado é essencial”, explica Spina. Para o diretor da Endeavor, assumir uma atitude de imbatível não ajuda em nada. “Muitos acabam não sendo nada abertos à crítica e isso é muito ruim. Quando a pessoa vem com uma postura muito arrogante, causa uma péssima impressão”, comenta. A dica é sempre agradecer, ouvir as sugestões e não enxergar as críticas ao negócio como um ataque pessoal. “Nenhum negócio é perfeito e a crítica em muitos casos é o que ajuda a construir uma empresa melhor”, conclui Seabra.</p>
<h2>7. “O outro investidor me ofereceu mais”</h2>
<p>Com esta frase, o empresário abre um leilão de investimentos. Segundo Spina, esta é uma prática comum e que prejudica os empreendedores. “Parece que ele só está olhando para o dinheiro, mas investidor e empreendedor precisam de valores comuns e sintonia”, diz. O risco é o investidor perder o interesse em você.</p>
<h2>8. “Minha ideia é genial”</h2>
<p>Mais do que um projeto no papel, os interessados na sua empresa querem conhecer de perto a viabilidade da ideia. Por isso, ficar inflando o valor do projeto e insistindo que não existe nada melhor ou parecido no universo pode ser prejudicial. “A execução é mais importante. Ideia monte de gente tem, mas o empreendedor é essencial e ele tem que provar que é capaz de fazer aquilo”, ensina Spina.</p>
<h2>9. “Ainda não defini minha área de atuação”</h2>
<p>Com tanta imprecisão, os empreendedores que usam frases deste tipo não passam credibilidade ao público.“Tem que saber responder qual é o problema que o negócio dele resolve”, explica Seabra. Mais do que saber a resposta, é preciso saber como contá-la. “A grande dificuldade é que muitas vezes eles vão longe e fica muito complexo de entender. O ponto central é deixar muito claro que ele sabe que tem um problema, uma oportunidade clara e que é a melhor pessoa possível para atender”, ensina.</p>
<h2>10. “Minha empresa vale tanto quanto o Facebook”</h2>
<p>Virou moda nos últimos anos exagerar no valuation ou valor da empresa. Ao invés de atrair dezenas de investidores, valores muitos altos podem espantar os interessados e mostrar falta de preparo do empreendedor. “É um fator de desestímulo para o investidor que acha que o potencial de retorno não vai ser tão bom quanto o de outras empresas”, ressalta Spina.</p>
<p>Fonte: Exame.com</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/10-frases-que-os-empreendedores-nao-devem-dizer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Contador trabalha cada vez mais para o governo</title>
		<link>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/contador-trabalha-cada-vez-mais-para-o-governo/</link>
		<comments>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/contador-trabalha-cada-vez-mais-para-o-governo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 19:06:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[contabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[trabalhos para o governo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ciadosnumeros.com.br/?p=502</guid>
		<description><![CDATA[2012 promete ser um ano de mudanças dentro do setor de contabilidade. De acordo com Luiz Fernando Nóbrega, presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), o segmento contábil caminha à frente do de outros países da América no que diz respeito a organização e ferramentas de pagamento, e o que falta para o setor deslanchar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>2012 promete ser um ano de mudanças dentro do setor de contabilidade. De acordo com Luiz Fernando Nóbrega, presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), o segmento contábil caminha à frente do de outros países da América no que diz respeito a organização e ferramentas de pagamento, e o que falta para o setor deslanchar é a contra partida do governo federal no que diz respeito a carga tributária e simplificação dos trâmites legais.</p>
<p>&#8220;Não há dúvida de que estamos entre os países mais avançados no setor de contabilidade. O que esperamos agora é que se desenvolva um processo mais fácil e menos burocrático, para que o contador tenha mais tempo para analisar separadamente cada ação, e agir melhor&#8221;, afirmou o executivo.</p>
<p>De acordo com Nóbrega o papel do contador no Brasil está um pouco distorcido. &#8220;Hoje o contador não trabalha para o cliente mas para o governo&#8221;, disse ele, e continuou: &#8220;Uma desburocratização por parte do governo eliminaria uma série de informações redundantes que são constantemente enviadas&#8221;.</p>
<p>A expectativa do executivo é de que este ano o setor cresça a cima do crescimento médio da economia—por volta de 5%— e o que puxará o segmento é a força do meio contábil, que se faz cada vez mais necessário. &#8220;A profissão contábil adentra 2012 com uma expectativa ainda maior do que a de 2011. Estamos sendo cada vez mais reconhecidos pela sociedade com um papel de destaque no auxílio efetivo aos nossos clientes. As normas internacionais estão se consolidando tanto na área privada quanto na pública&#8221;, diz.</p>
<p>E com a desburocratização também será importante para valorizar o profissional da área. &#8220;Quando o governo perceber que há uma necessidade de rever formas de tributação, nós mudaremos toda a cultura do segmento&#8221;, assevera Nóbrega,e explica:&#8221;Feito isso, o profissional irá escrever mais, pensar mais, e as tributações serão mais justas, e o crescimento será latente, teremos escritórios que contratarão ainda mais, universidades formarão ainda mais e empresas perceberão a necessidade de profissionalizar este setor&#8221;, disse.</p>
<p>De acordo com executivo um dos passos caminhados ano passado pelo mercado contabilista brasileiro, que resultará num cenário positivo para o setor, é o destaque do País na adequação de leis internacionais de tributação. &#8220;O Brasil se tornou um dos líderes mundiais do processo de convergência das normas contábeis, no ano passado.&#8221;</p>
<p>Exemplo disso, explicou Nóbrega, foi a criação de um grupo do setor que representa a América Latina, e dá voz ao Brasil e países vizinhos sobre o setor. &#8220;Criamos ano passado o Grupo Latino-americano de Emissores de Normas de Información Financiera (Glenif), presidido por um brasileiro, Juarez Domingues Carneiro, que também é presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), dando voz efetiva aos países latinos dentro do International Accounting Standards Board (Iasb). Esta conquista permitirá uma transposição interna muito melhor para as normais internacionais, haja vista nossa interferência no processo de elaboração destas.&#8221;</p>
<p>Nóbrega afirmou ainda que o encaminhamento desta postura internacional resultará em promoção do profissional e da sociedade com relação ao setor. Ele explica ainda que para este ano, as mudanças pleiteadas pelo CRC estão em âmbito nacional são as mesmas feitas há algum tempo. &#8220;Nosso pleito acaba se tornando um clichê, mas esperamos uma redução e simplificação da carga tributária, além de uma desburocratização dos processos de constituição e licenciamento das empresas.&#8221;</p>
<p>&#8220;Isso se traduz, para nós, profissionais da contabilidade, em uma economia de tempo valiosa que nos permitirá atuar em áreas mais nobres para os nossos clientes, áreas estas que possam gerar um maior valor com nossos serviços&#8221;, analisa.</p>
<p><strong>Mudanças</strong></p>
<p>O executivo explica que há uma movimentação conjunta entre associações, empresas e contadores para pressionar o governo e mudar a realidade tributária do Brasil. &#8220;É uma ação conjunta com pressão por parte dos órgãos que representam o setor,além de empresas que buscam melhorias.&#8221;</p>
<p>Um dos meios usados para isso, explica, é a Internet. &#8220;Já derrubamos algumas barreiras, mas ainda há muito que conquistar nesse meio ainda&#8221;, disse. &#8220;Falamos de um futuro ainda mais promissor, de um setor que não cresce mais em razão de impasses do governo, então, percebemos cada vez mais a ciência do contador com relação a isso, e a busca por melhorias&#8221;, disse.</p>
<p>&#8220;Damos assistência a todos os setores da economia, crescemos junto com todos eles&#8221;, afirmou Nóbrega, que acrescentou: &#8220;Para crescermos acima da média, precisamos otimizar o trabalho do contador, precisamos que ele gaste mais tempo descrevendo, por escrito, a realidade de cada negócio,e assim a tributação será mais justa&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>Solução requer paciência</strong></p>
<p>Para driblar os problemas e manter o ritmo decrescimento a solução, de acordo com Nóbrega, está em um trabalho &#8220;de formiguinha&#8221;, em conjunto com todos os públicos. &#8220;Não podemos esperar uma mudança brusca de última hora. Não funciona assim&#8221;, disse.</p>
<p>O executivo afirma que o setor contábil no Brasil ainda pensa com uma cabeça às vezes antiquada com relação a tributação. &#8220;Não é possível, muitas vezes, usar a mesma base de comparação para todos os impostos, há casos que precisam ser pensados e analisados separadamente.&#8221;</p>
<p>A mudança, gradual, que já teve início, não tem prazo para ser resolvida, mas nem tudo está perdido. &#8220;O mercado está otimista, o Brasil já tem voz ativa nos padrões mundiais do setor, e é uma questão de tempo para que as coisas se resolvam. Precisamos apenas manter o ritmo e o empenho&#8221;, diz.</p>
<p>O cenário se mostra tão positivo que novas áreas começam a surgir dentro da contabilidade. &#8220;Temos informações de novas categorias dentro da contabilidade, contratação de profissionais focados em análise, coisa que nunca existiu e abre um leque de opções para o emprego no setor.&#8221;</p>
<p><strong>A falta de mão de obra também é desafio no setor</strong></p>
<p>Assim como em tecnologia da informação e construção civil, o segmento de contabilidade também tem enfrentado dificuldade quando o assunto é mão de obra especializada. De acordo com Luiz Fernando Nóbrega, presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), o retorno do exame de suficiência e os novos cursos para contabilistas trarão ao mercado profissionais mais preparados para atuação.</p>
<p>&#8220;Voltamos com o exame no ano passado e tivemos no primeiro exame —que é semelhante ao dado pela Ordem dos Advogados do Brasil —aprovação na casa dos 30%, no segundo teste o índice foi de 50% isso mostra que há uma melhora gradual no perfil do aluno que entra no mercado&#8221;, diz.</p>
<p>Nóbrega disse ainda que o exame tem a função de forçar toda a cadeia do setor, e nivelá-la por cima. &#8220;As universidades precisam se adequar a nova realidade do segmento,os alunos precisam saber que é necessário dedicação para poder exercer a profissão a empresa fica mais segura sobre quem está contratando&#8221;, disse.</p>
<p>Ele afirma que a necessidade de mais mão de obra especializada acontece pelo crescimento acelerado do setor, que segue a cima do crescimento da economia. &#8220;As empresas às vezes precisam contratar profissionais de outras áreas e depois tentar trazê-los para a contabilidade porque há poucos profissionais no mercado.&#8221;</p>
<p>Nóbrega lembra que alunos de cursos de Administração,Direito e Comércio Exterior são alguns dos exemplos. &#8220;Temos casos de estudantes que começam em outras áreas e depois passam para contabilidade por ser uma área em constante crescimento.&#8221; Quem precisou ampliar o leque de opção de profissionais para crescer foi o sócio da Ardana &amp; Netto, que passou a contratar profissionais de outras áreas e oferecer cursos de contabilidade.</p>
<p>&#8220;Ano passado já esbarramos em muitas dificuldades para encontrar contadores de perfil mais jovem, ideal para o nosso foco de trabalho&#8221;, disse. &#8220;A solução encontrada&#8221;, explica o executivo, &#8220;foi contratar profissionais de áreas similares, como a de administração de empresas e ciências atuariais,e oferecer cursos técnicos no setor contábil.</p>
<p>Hoje a empresa conta com 30 funcionários, sete dos quais não são contadores.</p>
<p><strong>Perfil</strong></p>
<p>O perfil do contador brasileiro tem mudado muito nos últimos anos, a explicação, segundo Nóbrega está ligada diretamente aos jovens que chegaram ao mercado de trabalho e trazem novas idéias para dentro dos escritórios. &#8220;Falamos agora de um publico mais jovem e mais antenado, mais atento às necessidades de mudanças e aos novos rumos do setor&#8221;, diz.</p>
<p>E o perfil do aluno que vai para a universidade também é diferente. &#8220;Falamos de uma classe que, muitas vezes, vai iniciar a faculdade já trabalhando no ramo, já em contato com a profissão&#8221;. Isso, de acordo com ele, representa um perfil diferenciado, inclusive, para os cursos. &#8220;De fato podemos pensar em cursos de contabilidade que sejam feitos em Ensino à Distância (EAD) porque falamos de alunos que já estão no mercado de trabalho, e encontram no EAD uma forma pratica e eficaz de conseguir uma graduação e se preparar ainda melhor para o mercado&#8221;, disse Nóbrega.</p>
<p><strong>Pequenas e médias empresas mudam o perfil do contabilista</strong></p>
<p>Fatia expressiva do mercado contábil, o setor que abrange as pequenas e médias empresas (PMEs), tem crescido de forma feroz. Sem números específicos o presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC) Luiz Fernando Nóbrega enaltece a força do segmento. &#8220;Com certeza o setor é responsável por grande parte da atuação do setor contábil&#8221;, afirma.</p>
<p>Outro papel importante que os PMEs representam para o setor é o perfil de mudança do pequeno e médio empresário. &#8220;Hoje notamos que os pequenos e médios são os mais interessados nas mudanças burocráticas e na facilitação do processo contábil&#8221;, diz.</p>
<p>Entre cursos e palestras oferecidos pelo CRC, um dos públicos marcantes também tem este perfil. &#8220;Eles são interessados em conhecer o setor e entender melhor os caminhos para estar em dias com a questão tributária.&#8221;</p>
<p>Entre as microempresas, o executivo lembra que ainda há muito espaço para crescer. &#8220;Esse segmento representa um dos maiores empregadores do país e é ainda um tanto quanto carente de uma gestão mais profissional. Sem dúvida é um nicho de mercado que pode se muito explorado ainda&#8221;, disse.</p>
<p>Exemplo disso, o escritório de contabilidade Ardana &amp; Netto, forte na região de Salvador, viu seu negócio ganhar força neste mercado.</p>
<p>&#8220;De fato, no começo, pensamos em buscar contas ligadas à grandes empresas, mas descobrimos no pequeno e médio empresário o caminho para crescermos&#8221;, explicou Sério Ardana, sócio da empresa, que espera fechar 2012 com crescimento na casa de 30%.</p>
<p>Em 2011o escritório fechou o ano com um faturamento de R$ 20 milhões e conta com 30 funcionários. &#8220;Atendemos agora mais de 50 pequenas e médias empresas, todas da região, que antes estavam fora do radar do governo e resolveram se legalizar&#8221;, disse o executivo.</p>
<p>Fonte: Fenacon</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/contador-trabalha-cada-vez-mais-para-o-governo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Características do empreendedor</title>
		<link>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/caracteristicas-do-empreendedor/</link>
		<comments>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/caracteristicas-do-empreendedor/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 13:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[caracteristicas do empreendedor]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ciadosnumeros.com.br/?p=483</guid>
		<description><![CDATA[O empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e pesquisador. Ele está constantemente buscando novos caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades das pessoas. A essência do empresário de sucesso é a busca de novos negócios e oportunidades, além da preocupação com a melhoria do produto. Características do empreendedor Relativas à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e pesquisador. Ele está constantemente buscando novos caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades das pessoas. A essência do empresário de sucesso é a busca de novos negócios e oportunidades, além da preocupação com a melhoria do produto.</p>
<p><strong>Características do empreendedor</strong></p>
<p><strong>Relativas à realização:</strong><strong><br />
</strong><br />
<strong>Busca oportunidades e toma a iniciativa<br />
</strong>- O empreendedor faz o que deve ser feito antes de ser solicitado ou forçado pelas circunstâncias.<br />
- Age para expandir o negócio a novas áreas, produtos ou serviços.<br />
- Aproveita oportunidades fora do comum para começar um negócio, obter financiamentos, equipamentos, terrenos, local de trabalho ou assistência.</p>
<p><strong>Corre riscos calculados</strong><br />
- O empreendedor avalia alternativas e calcula riscos deliberadamente.<br />
- Age para reduzir os riscos ou controlar os resultados.<br />
- Coloca-se em situações que implicam desafios ou riscos moderados.</p>
<p><strong>Exige qualidade e eficiência</strong><br />
- O empreendedor encontra maneiras de fazer as coisas melhor, mais rápido, ou mais barato.<br />
- Age de maneira a realizar ações, serviços e produtos que satisfaçam ou excedam padrões de excelência.<br />
- Desenvolve ou utiliza procedimentos para assegurar que o trabalho seja terminado a tempo e que atenda a padrões de qualidade previamente combinados.</p>
<p><strong>É persistente</strong><strong><br />
</strong>- O empreendedor age diante de um obstáculo significativo.<br />
- Age repetidamente ou muda de estratégia a fim de enfrentar um desafio ou superar um obstáculo.<br />
- Assume responsabilidade pessoal pelo desempenho necessário para atingir metas e objetivos.</p>
<p><strong>É comprometido</strong><br />
- O empreendedor faz um sacrifício pessoal ou despende um esforço extraordinário para completar uma tarefa.<br />
- Colabora com os empregados ou se coloca no lugar deles, se necessário, para terminar um trabalho.<br />
- Se esmera em manter os clientes satisfeitos e coloca em primeiro lugar a boa vontade a longo prazo, acima do lucro a curto prazo.</p>
<p><strong>Características relativas ao planejamento:</strong><strong></p>
<p><strong>Busca de informações</strong></strong><br />
- O empreendedor dedica-se pessoalmente a obter informações de clientes, fornecedores ou concorrentes.<br />
- Investiga pessoalmente como fabricar um produto ou fornecer um serviço.<br />
- Consulta especialistas para obter assessoria técnica ou comercial.</p>
<p><strong>Estabelecimento de metas</strong><br />
- O empreendedor estabelece metas e objetivos que são desafiantes e que têm significado pessoal.<br />
- Define metas de longo prazo, claras e específicas.<br />
- Estabelece objetivos de curto prazo, mensuráveis.</p>
<p><strong>Planejamento e monitoramento sistemático</strong><br />
- O empreendedor planeja dividindo tarefas de grande porte em sub-tarefas com prazos definidos.<br />
- Constantemente revisa seus planos levando em conta os resultados obtidos e mudanças circunstanciais.<br />
- Mantém registros financeiros e os utiliza para tomar decisões.</p>
<p><strong><br />
Características relativas ao poder:</strong><strong></p>
<p><strong>Persuasão e rede de contatos<br />
</strong></strong>- O empreendedor utiliza estratégias deliberadas para influenciar ou persuadir pessoas.<br />
- Trabalha com pessoas-chave na posição de agentes para atingir seus objetivos.<br />
- Age para desenvolver e manter relações comerciais.</p>
<p><strong>Independência e autoconfiança</strong><br />
- O empreendedor busca autonomia em relação a normas e controles de terceiros.<br />
- Mantém seu ponto de vista, mesmo diante da oposição ou de resultados inicialmente desanimadores.<br />
- Expressa confiança na sua própria capacidade de completar uma tarefa difícil ou de enfrentar um desafio.</p>
<p>Fonte: Sebrae</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/caracteristicas-do-empreendedor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pequenos negócios precisam entregar Rais</title>
		<link>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/pequenos-negocios-precisam-entregar-rais/</link>
		<comments>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/pequenos-negocios-precisam-entregar-rais/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 16:36:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedores individuais]]></category>
		<category><![CDATA[pequenos negócios]]></category>
		<category><![CDATA[rais negativa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ciadosnumeros.com.br/?p=445</guid>
		<description><![CDATA[As micro e pequenas empresas e os empreendedores individuais devem ficar atentos ao prazo de entrega da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ano-base 2011. O prazo começou dia 17 de janeiro e vai até o dia 9 de março. A declaração é feita pela Internet, no portal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As micro e pequenas empresas e os empreendedores individuais devem ficar atentos ao prazo de entrega da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ano-base 2011. O prazo começou dia 17 de janeiro e vai até o dia 9 de março. A declaração é feita pela Internet, no portal do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), nos endereços <a title=" (Este link abre uma nova janela)" rel="externo" href="http://portal.mte.gov.br/rais/" target="_blank">http://portal.mte.gov.br/rais/</a> ou <a title=" (Este link abre uma nova janela)" rel="externo" href="http://www.rais.gov.br/" target="_blank">www.rais.gov.br</a>.</p>
<p>O Ministério do Trabalho alerta que a Rais é obrigatória para todos os estabelecimentos com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), incluindo os empreendedores individuais. Mesmo as micro e pequenas empresas que não contrataram empregados em 2011 precisam entregar o documento, no caso, a Rais Negativa.</p>
<p>O Empreendedor Individual que não tem empregado não precisa apresentar a Rais negativa. A isenção foi estabelecida pela Portaria nº 371 do Ministério do Trabalho, de fevereiro de 2011. Essa medida era uma reivindicação do Sebrae e de órgãos de apoio ao segmento, como o Ministério da Previdência Social e entidades representativas dos micro e pequenos negócios.</p>
<p>Conforme o MTE, quem não entregar a declaração no prazo estabelecido paga multa a partir de R$ 425,64, acrescidos de R$ 106,40 por bimestre de atraso. “Os pequenos negócios precisam estar atentos para esses prazos e não correr o risco de gastos desnecessários que podem fazer falta no seu dia a dia”, lembra a gerente adjunta de políticas públicas do Sebrae, Inês Schwingel.</p>
<p>Fonte: Sebrae</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/pequenos-negocios-precisam-entregar-rais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O jogo das oportunidades em 2014</title>
		<link>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/o-jogo-das-oportunidades-em-2014/</link>
		<comments>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/o-jogo-das-oportunidades-em-2014/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 13:07:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[copa 2014]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[oportunidades]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ciadosnumeros.com.br/?p=429</guid>
		<description><![CDATA[Patrícia Comunello A Copa do Mundo de 2014 está logo ali. E todo empreendedor que se preze deve responder a si mesmo: qual será a parte da receita do maior evento do planeta que caberá ao meu negócio? Quem ainda não se fez a pergunta deve prestar atenção às oportunidades em 600 segmentos no Estado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Patrícia Comunello</p>
<p><em>A Copa do Mundo de 2014 está logo ali. E todo empreendedor que se preze deve responder a si mesmo: qual será a parte da receita do maior evento do planeta que caberá ao meu negócio? Quem ainda não se fez a pergunta deve prestar atenção às oportunidades em 600 segmentos no Estado</em></p>
<p>Aos 21 anos, Lucas Sanchez não sabe ainda se assistirá a algum jogo da Copa do Mundo de 2014. Mas o designer da área de tecnologia da informação (TI) espera que seu guia de informações em inglês e alemão esteja bem à mão dos milhares de visitantes que despencarão nas 12 subsedes do evento, entre elas Porto Alegre. Lucas e um amigo criaram o Talking Tourist, interface para celular que se propõe a guiar os usuários pelos serviços de hospedagem, alimentação e diversão para a temporada esportiva. A ideia poderá estar na seleção do Desafio Startup para a Copa 2014, lançado em 2011 pela carioca MJV e que bancará inovações como a de Sanchez, até que um investidor compre literalmente o aplicativo.</p>
<p>Esse é só um jeito de se fazer dinheiro com o Mundial. O Sebrae nacional mapeou mil outros em todo o País, sendo 600 apenas no Rio Grande do Sul. Soluções que usem e abusem da mobilidade, como a do novato porto-alegrense, têm tudo para virar febre. Na Copa do 4G (rede de alta velocidade para dados em comunicação móvel), quem chegar antes leva. “Não queremos quantidade e sim qualidade nos acessos e na oferta de locais. A meta é identificar dicas que supram a necessidade do visitante”, vislumbra Sanchez, que não vê a hora de lançar o projeto nacionalmente.</p>
<p>Para virar um atrativo a investidores, a proposta é vincular publicidade no roteiro móvel que o usuário levará a todo lugar. “Sei que não podemos estar na área de ação dos jogos, terrenos restrito à Fifa, mas o turista estará lá, vendo sua seleção e buscando seu destino pelo nosso aplicativo”, entusiasma-se o jovem empreendedor. Os apoiadores do aplicativo são os diretores da MJV, como Ysmar Vianna, que recebeu 400 candidatos a startup rumo ao Mundial e agora abrirá nova temporada para tentar fisgar mais projetos. A empresa do ramo de TI opera como um acelerador de empresas e reservou R$ 300 mil em 2012 para injetar nos testes de aplicativos como o Talking Tourist. Cada empreendedor poderá ter R$ 30 mil. “Vamos testar o produto captando a opinião dos usuários. Os equipamentos móveis serão cada vez mais comuns. A percepção é de que virão milhares de visitantes e temos de ajudá-los a explorar o Brasil”, adverte.</p>
<p>Já o Sebrae está disposto a formatar negócios e qualificar operações que percebam a janela do evento. O coordenador do programa a Sebrae 2014, Dival Schmidt, explica que o órgão reuniu ferramentas que vão dar suporte desde a documentação legal e certificações até a medição de resultados. “Estamos focados nos quase R$ 200 bilhões que o Mundial vai movimentar”, dimensiona o coordenador. Para treinar os micro e pequenos empreendedores (MPEs), os escritórios do serviço terão R$ 100 milhões, a serem repassados por meio de consultorias e oficinas. Serão identificadas 3 mil MPEs nas 12 subsedes. “Seguimos o modelo de Londres para a Olimpíada deste ano. Identificamos segmentos, indicamos melhorias e tentamos atrair clientes”, detalha Schmidt.</p>
<p>No Estado, foram dois eventos mobilizadores em 2011. Serão priorizados este ano os nichos de construção, TI, turismo e mobiliário, que são vistos como os mais demandados nesta etapa. Até fevereiro, o Sebrae gaúcho receberá inscrições. “Este ano vamos intervir nas empresas. Não dá mais para esperar. Idioma como o inglês não se aprende em seis meses”, exemplifica Amanda Paim, coordenadora regional do programa. No País, a Copa deve movimentar, conforme dados da Fundação Getulio Vargas, R$ 183,2 bilhões – sendo R$ 47,5 bilhões diretos (obras para preparar as cidades e outros investimentos em melhorias) e R$ 135,7 bilhões indiretos.</p>
<p>O assessor econômico da Fecomércio-RS, Lucas Schifino, fez a conta e estimou em R$ 270 milhões a R$ 300 milhões o fluxo de receita com visitantes na Capital e no entorno somente na temporada de jogos, que por aqui serão travados na primeira fase e nas oitavas de final. “Caso tenhamos alguma seleção do Mercosul jogando aqui, o impacto pode aumentar R$ 20 milhões a R$ 30 milhões. O potencial de ganhos se estende a toda a cadeia”, previne Schifino.</p>
<h2>Restaurantes mergulham na cadeia de abastecimento</h2>
<p>uem disse que é o assador que controla a qualidade do banquete típico da Churrascaria Galpão Crioulo, situada no Parque Harmonia, próximo ao Centro? Com sua touca e jaleco brancos, Elza Moura, uma técnica em nutrição, é o mais recente reforço do time de mais de 50 empregados. A atuação da profissional descortina uma das apostas do segmento de gastronomia para a Copa, que é aumentar a ascensão sobre a cadeia de fornecimento. “Se não tiver qualidade, a carne volta ao frigorífico”, avisa a técnica. E o julgamento não observa cortes, fibras ou espessura da gordura.</p>
<p>Elza monitora sem trégua a temperatura da peça, a validade, as condições de chegada e como é acondicionada. Na cozinha, a rotina também passa por uma revisão geral, com supervisão também de uma nutricionista. Agora ela vai para dentro dos abatedouros. Um dos sócios da casa, Adalberto Zanatta reforça que a intenção é ajudar a qualificar os parceiros, neste caso mais de 40 fornecedores. “Servimos 12 mil refeições ao mês. É muita responsabilidade, que vai aumentar para o Mundial”, antevê Zanatta, que programa investimentos no mobiliário e na prestação do serviço. O novo cardápio que estreia em março será em inglês, espanhol e italiano, além do português. “Churrasco será barbecue, para os americanos”, cita o sócio-proprietário. O cardápio sofreu mudanças e voltou a origens da culinária campeira.</p>
<p>Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Estado, Fernanda Etchepare, confirma que o programa voltado ao Mundial está mergulhando na estrutura de operação dos estabelecimentos, o que inclui lidar com limitações, como escassez de alguns itens diferenciados e que consumidores exigentes do centro do País e os turistas que virão devem certamente buscar no varejo local. “Do PIB do turismo, 40% é alimentação”, lembra a dirigente. Na preparação rumo a 2014, a Abrasel firmou parceria com o Ministério do Turismo e já treinou 1,1 mil pessoas de 116 empresas desde 2010. Entre os focos, estão a segurança alimentar (na linha do que a churrascaria está fazendo), o atendimento e o domínio do idioma.</p>
<p>No fim de 2011, a entidade foi surpreendida com a suspensão de repasses ante as suspeitas de desvios que ocorreram em outros estados. ”Acabamos tendo de completar o dinheiro. Mas esperamos retomar logo a ação, pois temos muita coisa para fazer até 2014”, projeta Fernanda. O Senac-RS montou um acervo de cursos em TI, produção cultural e de design, ambiente, saúde, gestão e serviços de transporte, como o de táxi, e quer treinar 230 mil pessoas em dois anos e meio. No País, o organismo traçou a meta de qualificar 1 milhão de trabalhadores. No Estado, serão 115 mil gratuitamente. O diretor regional do organismo, José Paulo da Rosa, explica que a intenção é atacar as maiores carências, entre capacitações mais curtas e de até um ano. “A Copa é um bom motivo para qualificar os setores”. O investimento é calculado em R$ 1 mil por aluno.</p>
<h2>Pequenos terão vez, diz executivo que atende patrocinadores</h2>
<p>Não vai dar para vender cachorro-quente no entorno do Estádio Beira-Rio. Mas a oportunidade poderá estar em conseguir virar o fornecedor de quem ficar com o contrato para explorar o segmento nos dias da competição. O alerta é do sócio da agência Octagon no Brasil, Fred Pollastri, que está acostumado a lidar com os grandes patrocinadores do Mundial. Ele adverte que micro e pequenos empreendedores ganharão e muito com o evento. Só dependerá deles, avisa. Pollastri lembra que a empresa começou a trabalhar o negócio do Mundial um ano antes de a sede ser confirmada, em 2006, ao se associar à agência americana de marketing esportivo.</p>
<p>Para o executivo, Porto Alegre precisa recuperar terreno. Após deixar escapar a Copa das Confederações, perda associada ao impasse na negociação entre a construtora Andrade Gutierrez e o Internacional, Pollastri avisa que a Capital deve fazer jus ao tamanho de seu mercado de futebol. O Inter tem, por exemplo, o segundo maior faturamento entre os clubes nacionais. “Embora tendo muita relevância no futebol, a cidade ficou um pouco para trás”, observa o executivo. O raciocínio é objetivo e contrasta a posição de outras capitais que levaram a melhor, inclusive na divisão dos jogos de 2014. “A Fifa decide em cima de cronograma. Os que não deixaram para a última hora têm benefícios. Isso está claro”, previne. E isso tem efeito na cota de gastos de patrocinadores e nos programas de hospitalidade.</p>
<p>Pollastri atenta para as oportunidades que surgirão mesmo com alguma desvantagem na posição da subsede. Há inúmeros serviços que serão demandados para atender ações que patrocinadores farão a clientes e convidados e demais públicos dentro dos estádios. Haverá toda uma logística para suprir as necessidades. O executivo cita oportunidades para locações de flores, contratação de segurança, garçons e promotoras, adesivagem e até cordão para crachás. “Sem a Copa, não teria nada disso. Até locação de helicóptero certamente será requisitada.”</p>
<p>Ele lembra que serão atraídos maisde 3 milhões de turistas estrangeiros, com potencial de gastos de R$ 5,3 bilhões. “A prefeitura e os setores precisam se posicionar como um dos locais de interesse. Entre um jogo e outro serão cinco dias. As pessoas vão querer viajar e irão para os destinos que chamarem a atenção.” Uma boa tática, recomenda o especialista, é formatar um calendário de ações para chamar o público, com eventos esportivos de visibilidade internacional. “E tem de começar em 2012 e não parar mais. O mundo vai conhecer mais o Brasil”, acredita.</p>
<p>Fonte: Fenacon</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/o-jogo-das-oportunidades-em-2014/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Abrindo caminhos para o empreendedor</title>
		<link>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/abrindo-caminhos-para-o-empreendedor/</link>
		<comments>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/abrindo-caminhos-para-o-empreendedor/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 19:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[capacitação]]></category>
		<category><![CDATA[crédito empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento planejado]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedor]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[sebrae]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ciadosnumeros.com.br/?p=413</guid>
		<description><![CDATA[Audirélia Firmino Barbosa, 34 anos, encontrou nas ações do Sebrae em Goiás uma estratégia para o sucesso empresarial. Na instituição ela já fez o Empretec &#8211; seminário criado para desenvolver e fortalecer o comportamento empreendedor dos participantes -, e cursos de Atendimento ao Público e Técnicas de Vendas. A empreendedora Individual (E), de Piranhas (GO), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Audirélia Firmino Barbosa, 34 anos, encontrou nas ações do Sebrae em Goiás uma estratégia para o sucesso empresarial. Na instituição ela já fez o Empretec &#8211; seminário criado para desenvolver e fortalecer o comportamento empreendedor dos participantes -, e cursos de Atendimento ao Público e Técnicas de Vendas.</p>
<p>A empreendedora Individual (E), de Piranhas (GO), garante não perder oportunidades de aprimorar seus conhecimentos para enfrentar o mercado. Por isso, não faltou ao evento Sebrae Itinerante, promovido no município pelo Sebrae Goiás e parceiros no início desta semana.</p>
<p>Audirélia aproveitou cada serviço prestado na ação. Participou de palestras, minicursos, oficinas e atendimento individual. Prepara-se agora para um salto de qualidade na Girassol Flores e Presentes, montada há três anos. A loja, comprada por R$ 5 mil, é um sonho concretizado pela ex-balconista. “Com R$ 2 mil emprestados pelo meu marido, mais o dinheiro do meu seguro-desemprego, investimos no empreendimento”, explica.</p>
<p>Atualmente, Audirélia projeta o crescimento do seu bazar, onde o consumidor pode encontrar arranjos florais, artigos de decoração, bonecos de pelúcia e até produtos sensuais. “Estamos fazendo a primeira Carta de Crédito do Banco do Brasil, como empreendedora individual”, destaca. Antes, ela havia feito empréstimo de R$ 2 mil no Banco do Povo, de Piranhas. “Utilizamos todo o tipo de crédito a que temos direito”, observa Audirélia, ao receber novo atendimento do banco popular, durante o evento Sebrae Itinerante.</p>
<p>A empreendedora conversou com o presidente do Banco do Povo local, Constantino de Freitas Novaes, que anunciou: “Temos R$ 80 mil em caixa para emprestar”. O Banco do Povo de Piranhas já emprestou R$ 1,2 milhão a aproximadamente 120 empreendedores do município. “Sobra dinheiro, principalmente pelo valor do primeiro crédito, que é de R$ 2 mil. Isso acaba inviabilizando projetos maiores”, considera. Para mudar isso, Constantino defende o limite de R$ 4 mil para o novo financiado.</p>
<p>Lindolfo Soares de Sousa, presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Piranhas (Aciap), acredita que a parceria junto ao Banco do Povo e o Sebrae em Goiás abre perspectivas de combate à informalidade empresarial que, segundo ele, “atinge cerca de 40% dos empreendimentos locais, principalmente no setor de confecções”.</p>
<p>Um dos benefícios do Sebrae Itinerante, apontado por Lindolfo, é o despertar para a necessidade de investir na qualidade do atendimento e dos serviços prestados na cidade.<br />
Essa é a meta também do prefeito local, Samuel dos Santos Rodrigues. Ele mesmo cursou o Empretec, tornando-se finalista do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor em 2009, e um dos destaques temáticos da premiação, como o Melhor Projeto de Educação Empreendedora e Inovação.</p>
<p>“A parceria da prefeitura de Piranhas com o Sebrae em Goiás é fundamental para desenvolvermos nossas principais potencialidades, que são o turismo de aventura, a agricultura e a pecuária”, ressaltou Samuel, que trabalha um plano turístico estratégico para o município, com uma população de 11 mil habitantes.</p>
<p>O plano, segundo Sebastião Umbelino, gerente do escritório Oeste/Noroeste do Sebrae em Goiás, foi desenvolvido pela entidade depois que o prefeito recebeu o prêmio. “O prefeito Samuel investe nessa parceria responsável por preparar o município para o desenvolvimento planejado e sustentável”, analisa Sebastião. Para o gerente, o Sebrae Itinerante abre portas para o conhecimento de potencialidades locais e desperta nos moradores a vontade de empreender.</p>
<p>Fonte: Sebrae</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.ciadosnumeros.com.br/artigos/abrindo-caminhos-para-o-empreendedor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

